Uma “Primavera Turca”?

O mês de maio terminou com uma série de manifestações populares violentamente reprimidas pela polícia nas cidades turcas de Istambul, Izmir e Adana e na capital Ancara. A mídia criou uma série de estereótipos para tentar explicar sua motivação – em particular, uma suposta “Primavera Turca”, como se a situação lá fosse igual à dos países árabes do Oriente Médio e do norte da África. Nem os turcos são árabes, embora os ideólogos ocidentais costumem considerar preconceituosamente todos como a mesma coisa, nem a Turquia é politicamente igual a países como Tunísia, Egito, Iêmen, entre outros, embora o funcionamento do Estado turco seja tradicionalmente autoritário.

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Turquia entra no quarto dia seguido de protestos contra o governo

Na manhã dessa segunda-feira (03) o governo do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, enfrentou mais um dia de violentos protestos numa escalada que já chega no quarto dia de revoltas populares que tomaram conta de grandes cidades do país [dentre elas, Izmir, Istambul e a capital Ancara]. As manifestações começaram logo após o governo turco a demolição da praça Taksim, no centro de Istambul (maior cidade do país) para a construção de um mega complexo comercial.

Turquia entra no quarto dia seguido de protestos contra o governo

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População turca em guerra contra repressão fascista

040513 juventude Neste dia 3 de junho, a população turca entrou no quarto dia de manifestações contra a gerência reacionária do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan. Os combativos protestos se estenderam de forma intensa nas maiores cidades do país.


Somente nesta segunda-feira pela manhã, em Istambul, a multidão cercou as ruas próximas ao escritório do primeiro-ministro e foi atacada pela polícia, que lançou bombas e gás lacrimogêneo contra os manifestantes. Diversas barricadas foram erguidas com placas de rua, abrigos de ônibus, pedras e outros objetos. Em Izmir, bombas incendiárias foram jogadas contra escritórios do partido AKP, ao qual pertence Erdogan. Na capital, a polícia invadiu um complexo comercial que abrigava alguns manifestantes e prendeu centenas de pessoas. Continuar lendo

Seguem os protestos na Turquia

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O que começou com uma manifestação pacífica  de defesa de um parque público ameaçado pelo planejamento urbano, em Istambul, tornou-se no dia  31 de maio, o início de uma onda de protestos que se espalharam por toda a Turquia, enfrentando uma dura repressão polícial. A indignação contra a islamização e o autoritarismo do  primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan, e a falta de democracia tornaram-se algumas das razões por que os turcos decidiram tomar as ruas.

Fonte: PCB!