Preso relata que passou por abusos para “confessar” em Guantánamo

Detento sofreu com privação de sono e frio em Guantánamo

Em 4 de agosto de 2002, Mohamedou Ould Slahi foi encapuzado, algemado, drogado e colocado de fraldas num voo com mais 30 detidos na base de Bagram para uma viagem de 36 horas à Guantánamo. Ele chegou esgotado de seu calvário de nove meses na Jordânia e no Afeganistão. Documentos do Departamento de Defesa dos EUA mostram que Slahi, que mede 1,70m, pesava pouco mais de 50 kg quando ele “deu entrada” no dia 5 de agosto. Abaixo, mais trechos de suas memórias. Continuar lendo

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Diário de detento revela detalhes sombrios de Guantánamo

Memórias mostram como é a vida na prisão que Obama não consegue fechar

Na sexta-feira, 14 de setembro de 2001, Nova York ainda procurava reencontrar o prumo em meio aos escombros das Torres Gêmeas, e, nos arredores de Washington, o prédio-fortaleza do Pentágono continuava com uma das cinco faces escancarada pelo ataque terrorista Continuar lendo

Após cinco anos em Guantánamo, Murat Kurnaz é declarado inocente

“A tortura era tão terrível que não pode ser mostrada em todos os detalhes”, diz Murat Kurnaz, alemão descendente de turcos que em 2001, aos 19 anos, foi preso sob a suspeita de fazer parte da al-Qaeda, ao comentar o filme “5 Jahre Leben” (cinco anos de vida), do diretor Stefan Schaller, recém-lançado na Alemanha e baseado no best-seller de 2007 que escreveu sobre sua experiência na prisão. Kurnaz, preso durante viagem ao Paquistão, foi transferido para Guantánamo, onde passou cinco anos, sendo vítima de sessões de tortura. Os interrogadores exigiam uma confissão mas Kurnaz, inocente, não podia confessar nada e era ainda mais torturado, como revelou em entrevista ao GLOBO.

Cinco anos de minha vida – A história de um inocente em Guantánamo

Preso sem explicação no Paquistão em outubro de 2001, Murat Kurnaz foi vendido para os militares norte-americanos. Os EUA buscavam culpados pelos atentados de 11 de Setembro. Sem nenhuma acusação formal, foi levado para o campo de prisioneiros de Guantánamo, em Cuba. E, mesmo tendo sido considerado inocente, passou cinco anos preso em condições abomináveis. Conheça toda a verdade sobre um capítulo da história que os poderosos insistem em esconder.

Murat Kurnaz

nascido em 1982 em Bremen, cresceu em sua cidade natal como filho de imigrantes turcos e fez um curso profissionalizante de construção de navios. Ficou preso de fevereiro de 2002 a agosto de 2006 no acampamento militar norte-americano em Guantánamo. Hoje, vive e trabalha de novo em Bremen. Dele, a Planeta publicou Cinco anos de minha vida (2008).