Ou saímos todos juntos da crise ou a crise dá cabo da Europa – António José Seguro

O secretário-geral do PS, António José Seguro, advertiu hoje que nenhum Estado-membro conseguirá sair sozinho da atual crise e que esse tipo de ações isoladas apenas contribuirá para destruir o projeto da União Europeia.

O secretário-geral do PS, António José Seguro, advertiu hoje que nenhum Estado-membro conseguirá sair sozinho da atual crise e que esse tipo de ações isoladas apenas contribuirá para destruir o projeto da União Europeia.

António José Seguro falava em conferência de imprensa conjunta com o presidente do Partido Socialista Europeu (PSE), Sergei Stanishev, e com o primeiro secretário dos socialistas franceses, Harlem Désir.

O secretário-geral do PS agradeceu o apoio manifestado à sua ação política pelo búlgaro Sergei Stanishev e pelo francês Harlem Désir e frisou que um dos seus principais objetivos passa pela “renegociação das condições do processo de ajustamento” português.

“Queremos um processo de ajustamento credível, realista e que tenha em atenção os portugueses”, defendeu, antes de se referir à atual situação da União Europeia, ponto em que deixou a seguinte advertência: “Ninguém sai desta crise sozinho”.

“Ou saímos desta crise todos juntos ou então a crise dá cabo da Europa e dá cabo de nós”, advogou.

De acordo com António José Seguro, na sequência de vários anos de aplicação de políticas de austeridade, sobretudo no sul da Europa, “os números do desemprego e da pobreza não param de crescer”.

“As políticas europeias não têm diminuído a crise. É preciso parar com as políticas de austeridade. Uma coisa é o rigor e a disciplina fiscal – nós queremos rigor e disciplina – e outra coisa é a austeridade e o empobrecimento”, sustentou.

Seguro falou depois sobre a necessidade de um novo modelo de desenvolvimento “capaz de tornar sustentáveis” as sociedades europeias.

Um novo modelo, segundo Seguro, que “não deixe ninguém para trás e que, simultaneamente, gere os recursos e a riqueza para sustentar as funções sociais do Estado”.

“Em momentos de crise é precisamente quando as pessoas que menos têm precisam das políticas públicas”, acrescentou.

PMF // VC

Noticias Ao Minuto/Lusa

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O Partido Comunista Português questiona “acto de censura” aos trabalhadores do Metro

O PCP questionou esta quarta-feira o Ministério da Economia sobre o que considera ter sido o “acto de censura” do Metropolitano de Lisboa ao eliminar a página da comissão de trabalhadores do portal de informação interna da empresa.

“A comissão de trabalhadores, desde que a empresa criou o seu portal interno de informação, há mais de 10 anos, sempre disponibilizou uma página própria para divulgar as suas actividades e opiniões junto dos trabalhadores”, expôs o PCP na pergunta dirigida ao Governo.

Na pergunta, subscrita pelos deputados Bruno Dias e Miguel Tiago, refere-se como hipótese para o encerramento daquela página interna o “receio que os trabalhadores soubessem por essa via do valor dos encargos financeiros resultantes dos ‘swaps’ [contratos de risco] que foram assinados”.

“Tenciona o Governo assumir a responsabilidade política que lhe compete e tomar medidas, para que práticas de censura como esta sejam travadas e combatidas ou considera que a ‘autonomia de gestão’ das empresas que tutela significa impunidade para estes comportamentos, com o Governo a assistir com um silêncio cúmplice”, questionou.

O Partido Comunista Português acusa Governo de “liquidação” dos estaleiros de Viana do Castelo

O PCP acusou esta quarta-feira o Governo de apresentar uma solução de “liquidação” para os estaleiros de Viana do Castelo, acusando o executivo de querer transformar uma “privatização falhada” numa “privatização encapotada” que vai “despedir 600 trabalhadores”.

“O que o Governo quer é transformar uma privatização falhada e concebida contra os interesses do país, numa privatização encapotada feita à medida de um grupo privado que recebe terrenos e instalações de mão beijada, depois do Governo despedir 600 trabalhadores e deitar para o caixote do lixo a experiência e o ‘know-how’ acumulados ao longo de muitas décadas e diversas gerações”, afirmou o deputado comunista Honório Novo.

Honório Novo falava no período de declarações políticas no plenário da Assembleia da República, rejeitando “a liquidação dos estaleiros navais de Viana do Castelo e o falso pretexto das ajudas públicas”.

“A União Europeia considera os 180 milhões de euros de ajudas públicas no quadro de um processo de privatização, que nunca deveria ter avançado, se este Governo e esta maioria, não tivessem concretizado uma estratégia montada desde os PEC [Programas de Estabilidade e Crescimento] e aqui tivessem aceitado e aprovado a proposta do PCP para anular a privatização”, afirmou.

Honório Novo argumentou que “a União Europeia não considera os 180 milhões de euros ajudas públicas se forem prestadas num contexto de um plano de viabilização de uma empresa em situação económica difícil”, considerando que é isso que “o Governo não quer fazer”.

O deputado socialista e ex-secretário de Estado da Defesa Marcos Perestrello acusou o Governo de ter deitado “para o lixo um plano de reestruturação” do anterior executivo que tinha “uma reposta” para a questão das ajudas de Estado suscitada pela União Europeia e foi “incapaz de apresentar um programa de recuperação dos estaleiros”.

Pelo PSD, o deputado Eduardo Teixeira, eleito por Viana do Castelo e candidato àquela autarquia, respondeu que “esse plano de reestruturação previa o despedimento de 420 trabalhadores” e que o “processo que agora se inicia de encontrar uma nova alternativa” começa pela construção dos navios asfalteiros para a Venezuela para “dar trabalho” aos estaleiros, para que “não bloqueiem”.

Abel Batista, do CDS-PP, disse que Honório Novo provavelmente iria “morder a língua” porque, “no espaço dos estaleiros navais de Viana do Castelo há de aparecer o espaço para continuar a produzir navios e há de, com certeza, manter os postos de trabalho que lá estão” e ainda serão precisos mais.

Mariana Aiveca, do Bloco de Esquerda, apoiou a iniciativa do PCP de se realizar uma auditoria aos estaleiros, considerando que a gestão daquela empresa e de outras na área da defesa apresenta “fortes indícios” de “má gestão”.

O Governo está a estudar alternativas ao encerramento do processo de reprivatização dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) que permitam “potenciar” a utilização dos terrenos e infra-estruturas, lê-se numa resolução do Conselho de Ministros publicada hoje.

O documento não prevê qualquer obrigatoriedade de os terrenos serem afectos no futuro à construção naval, mas o ministro da Defesa Nacional já assumiu que se deve “raciocinar num juízo de normalidade”, até porque “aqueles terrenos têm uma determinada configuração”.

Socialistas europeus condenam política de austeridade aplicada em Portugal

O presidente do Partido Socialista Europeu (PSE), Sergei Stanishev, e o primeiro secretário dos socialistas franceses, Harlem Désir, condenaram hoje a política de austeridade aplicada em Portugal, culpando a maioria conservadora na União Europeia.

O presidente do Partido Socialista Europeu (PSE), Sergei Stanishev, e o primeiro secretário dos socialistas franceses, Harlem Désir, condenaram hoje a política de austeridade aplicada em Portugal, culpando a maioria conservadora na União Europeia.

Estas posições dos dois responsáveis socialistas europeus foram assumidas em conferência de imprensa, na qual também participou o secretário-geral do PS, António José Seguro.

Ambos com um cravo vermelho na lapela, depois de terem assistido na Assembleia da República à sessão solene comemorativa do 25 de Abril de 1974, tanto o búlgaro Sergei Stanishev, como o francês Harlem Désir, deixaram mensagens “de solidariedade em relação à luta política” travada pelo líder dos socialistas portugueses contra a austeridade em Portugal.

Sergei Stanishev disse mesmo que, tirando a intervenção do socialista Alberto Costa, todos os restantes discursos proferidos esta manhã no parlamento português esqueceram um aspeto essencial: “A situação do povo e quais as perspetivas para a sua vida”.

“É preciso mudar”, acentuou o presidente do PSE, dizendo que a austeridade “não é solução, nem para Portugal, nem para nenhum Estado-membro da União Europeia”.

“Em Portugal, como em outros países, nenhum dos objetivos da política de austeridade foi atingido, nem ao nível do défice, nem muito menos no combate ao desemprego. A política de austeridade não permite qualquer consolidação orçamental. É tempo de haver uma renegociação das metas dos programas de ajustamento”, defendeu o socialista búlgaro.

Sergei Stanishev apelou então em particular à Comissão Europeia e ao Banco Central Europeu (BCE) para que “tomem consciência do que está a acontecer”, sobretudo nos países a intervenção externas, contrapondo que a União Europeia “tem de ser um projeto de esperança”.

Interrogado se há diferenças entre o discurso dos socialistas quando estão na oposição e a prática desses mesmos socialistas quando chegam ao Governo, o presidente do PSE rejeitou essa perspetiva, dando como exemplo o caso francês.

Já o primeiro secretário do PSF responsabilizou “a maioria de governos conservadores” pela teorização e execução das políticas de austeridade em toda a Europa e defendeu que o presidente francês, François Hollande, colocou no centro do debate europeu a agenda de crescimento, apresentando um programa de dinamização económica com investimentos na ordem dos 120 mil milhões de euros.

“Os governos conservadores falharam em toda a Europa, não só no plano económico. São também responsáveis pelo crescimento da desconfiança face à União Europeia e até mesmo em relação aos partidos democráticos”, sustentou.

PMF // VC

Noticias Ao Minuto/Lusa

Os socialistas e os mandatos parlamentares

Tiveram grande repercussão na imprensa as declarações de Amanda Gurgel de que, após ser eleita a vereadora mais votada em Natal (RN), viveria apenas com um valor similar ao que recebe como professora. Mais recentemente, Amanda anunciou ainda que disputará a presidência da Câmara de Vereadores de Natal, tendo como principal proposta a redução do salário dos vereadores. O rebuliço foi geral.

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