A revista Veja e as empresas da construção civil (1968-1978)

A revista Veja e as empresas da construção civil (1968-1978)

 

Edina Rautenberg

 

Revista Veja – Empresas da construção civil – ditadura civil-militar – hegemonia

A dissertação buscou investigar o discurso e posicionamento da revista semanal Veja, de publicação da Editora Abril, sobre as empresas da construção civil durante a ditadura civil-militar brasileira, tomando como recorte os dez primeiros anos da revista (1968-1978). Como delimitação, selecionamos três das principais obras construídas naquele período para assim, problematizar o discurso de Veja em relação às obras e, em especial, as suas construtoras. Para isto trabalhamos com a Rodovia Transamazônica, a Ponte Rio-Niterói e a Hidrelétrica de Itaipu. Iniciamos a dissertação apresentando nosso objeto de estudo, a revista Veja, situando-a no contexto político em que foi criada (1º Capítulo), passando por uma discussão bibliográfica, que situa a formação do capitalismo e do Estado capitalista no Brasil e sua especificidade sob o regime militar (2º Capítulo). Estes dois primeiros capítulos estão concentrados no Volume I. O Volume II suporta o cerne de nossa pesquisa, onde analisamos a posição de Veja em relação às construtoras e as obras analisadas. O terceiro capítulo baseia-se na análise do discurso e posição de Veja em relação à construção da Rodovia Transamazônica, cujas obras iniciaram em 1970, pelas construtoras Camargo Correa, Rabello S/A, EIT, Queiroz Galvão, Mendes Júnior, S.A. Paulista, Paranapanema, e pelos Batalhões de Engenharia e Construção do Exército (BECs). O quarto capítulo trabalhou com a análise de Veja sobre a construção da Ponte Presidente Costa e Silva, popularmente conhecida como Ponte Rio-Niterói, cujas construções iniciaram em 1969, pelo Consórcio Construtor Guanabara, formado pelas empresas Camargo Correa, Mendes Júnior, Rabello S.A. e Sérgio Marques de Souza. Devido à escassa bibliografia sobre o tema, o capítulo procurou apresentar os acontecimentos que envolveram a construção da obra, bem como analisar como Veja foi se posicionando em relação a mesma. O quinto capítulo analisou o discurso e a posição de Veja em relação à construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu, cujas obras tiveram inicio em 1975. A construção ficou a cargo de dois consórcios, um brasileiro e um paraguaio: UNICON (União de Construtoras Ltda), brasileiro, formado pelas empresas Cetenco Engenharia Ltda, CBPO – Cia brasileira de Pavimentação e Obras, Camargo Correa, Andrade Guttierrez e Mendes Junior; e CONEMPA (Consórcio de Empresas Construtoras Paraguaias), formado pelas empresas Barrail Hermanos, Cia. General de Construcciones, ECCA. S.A., Ing. Civil Hermanos Baumam, ECOMIPA – Emp. Const. Min. Paraguaya e Jimeñez Gaona & Lima. Esperamos com este trabalho demonstrar a relação de Veja com a ditadura e também com as empresas de construção civil (que cresceram graças às políticas ditatoriais), demonstrando e problematizando estas relações de poder que permeiam a sociedade civil e a posição de Veja dentro destas relações.

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s